quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A mão

                                      Mem Martins, 29 Outubro 2013

Não tinha onde se agarrar. Os dedos tacteando o vazio, abriam-se e fechavam-se no escuro do silêncio, como a boca de um peixe.
Aos poucos a cor foi dando lugar ao cinzento, a ausência de tudo o que alguma vez foi.