Hoje estou com a telha.
Eu aqui à sombra e ela ali, à torreira do sol, a olhar para mim.
Hoje estou com a telha e não me arrependo.
Ao longe, quase no limiar do infinito, uns farrapos brancos de nuvens dispersas arrastam-se ao sabor do vento, conferindo movimento a uma paisagem quase estática.
Hoje estou com a telha, debaixo do mesmo sol.