quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mestre Paiva


De um lado um vasto casario indiferente, cheio de gente que corria desenfreada em todas as direcções, como se dessa corrida dependesse toda a sua existência.
Do outro um fotografo que, ou porque tivesse todo o tempo do mundo ou porque o que tinha não o queria gastar, ali permanecia por longo tempo o mais imóvel possível agachado na areia da praia, com a objectiva apontada.
No meio, ou melhor, mais para o lado de cá do que para o lado de lá, Mestre Paiva, de pé à proa da sua embarcação, olhava cada uma das margens e do cruzamento dessa informação concluía que o mundo devia estar louco.