segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Dois dedos de conversa


O Ti Manel da Azinheira não gostava que parassem ao portão da sua propriedade. Dizia que dava azar.
Mas o Ti Manel estava morto e não havia com que se preocupar, por isso foi ali mesmo que fez parar o rebanho. Havia erva com fartura, suficiente para entreter os animais por alguns minutos enquanto esperava pela camioneta da carreira. Lá dentro, esperava, vinha a sua amada de regresso da vila. No caminho até à aldeia teriam tempo de por a conversa em dia.