Às vezes sento-me num banquinho de pedra que existe no muro que ladeia a ribeira. Não é muito confortável, nem a vista é muito agradável, mas com algum esforço e um pouco de imaginação conseguem-se arranjar pontos de vista interessantes. É preciso não esquecer que se trata apenas de uma ribeira urbana poluída.
Não há muito para fazer naquele banquinho. Apenas imaginar. Imaginar que a realidade não é aquilo que temos à nossa frente mas as ideias que saem da nossa cabeça.
Depois de desviar o olhar da ribeira, acaba-se a imaginação e a vida continua.