O pescador destroçado
Sentou-se em sua cadeira
Com voz de cana rachada,
A sua, agora rachada,
Gritou à fúria dos ventos:
O meu reino por um anzol!
Eu sem cana não sou nada.
Tenho um robalo à espera
Ali, na espuma das ondas
Mais ao largo há uma tainha
E ao longe vejo um sargo.
Volto de balde vazio
Sem nada que por no tacho
Desta vez a caldeirada
É ilusão dos sentidos