Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
No manicómio do mundo
Estive quase a ser levado para um manicómio.
Mas onze dias depois consegui voltar a ter acesso ao meu bom e velho computador e tudo se recompôs.
Primeiro foram as caixas e os sacos que não paravam de se acumular.
O computador coitado jazia desligado e inerte debaixo de um monte de coisas que nem sei descrever.
Aos poucos uma caixa ou um saco foram sendo retirados e arrumados e comecei a vislumbrá-lo.
Primeiro a cauda do rato, depois o rato propriamente dito, a seguir a letra Q do teclado. Aos poucos foram aparecendo todas as restantes letras até formar o alfabeto completo.
Mas faltava sempre qualquer coisa, um cabo, uma ficha, ou a paciência. É que as caixas e os sacos não paravam de reclamar prioridade.
Com o desaparecimento de mais algumas caixas e sacos surgiu finalmente o espaço necessário para colocar a secretária e instalar o computador.
Isso aconteceu ao décimo dia. Ontem portanto. Quando chegou finalmente a hora de carregar no botão vermelho e despoletar a reacção em cadeia que iria originar a explosão de alegria por que tanto ansiava... nada.
Sim, isso mesmo, nada. O ecrã estava preto.
Tantos sacos e caixas à minha espera (quase todos ainda, no fundo) e um computador sem funcionar à minha frente. Um teste rápido daqui, uma experiência a correr dali e o veredicto final: a placa gráfica morreu.
Feitas as contas chego à conclusão que é mais barato fazer um aumento de memória do que comprar uma gráfica nova. Isto não é a solução do problema obviamente, é apenas um remedeio por falta de dinheiro. Com o aumento da memória para 6GB, e eu estava mesmo a precisar de aumentar a memória, só tinha 2GB, posso usar a gráfica integrada na motherboard sem constrangimentos. No futuro, quando tiver dinheiro logo compro uma gráfica nova.
E pronto, a história acabou por ter um final feliz para os restantes pacientes do manicómio: livraram-se de entrar em contacto comigo.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Contágio
Isto de passar muito tempo sentado em frente do computador tem destas coisas: pega-se.
Tantos dias sem computador, porque adoeceu e tive que o levar à oficina.
Agora que regressou, passou-me a mim a maleita.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
A janela
Sexta feira.
O que era para ser um dia sossegado em casa, não o foi. Até a Lisboa fui. Gggrrr
Estou ainda em modo de formatação do disco. Preciso talvez de mais um dia, mas não será o de amanhã, pois a aula pratica do curso de fotografia vai ocupar o dia todo.
Quando estiver tudo a funcionar posso fechar a janela, e abrir a porta ao Linux.
"Humanidade para os outros" e "Sou o que sou pelo que nós somos" são traduções possíveis da palavra africana Ubuntu, nome dado ao sistema operativo que vou utilizar.
sábado, 25 de outubro de 2014
Lubuntu
Nem tudo o que parece é. Eu até diria mais: nada do que parece é.
Depois de ontem finalmente ter tido o computador pronto, chego a casa e depois de verificar com alívio que funcionava, reparo que a nova board não tem porta paralela. E eu preciso mesmo de uma porta paralela.
Uma porta paralela, ao contrário do que o nome possa sugerir, não serve para entrar num universo paralelo, serve para ligar o scanner, que já tem mais de doze anos mas ainda funciona. E eu preciso mesmo do scanner neste momento. Preciso de digitalizar todos os documentos que tenho da compra do novo carro velho para fazer uma exposição à Deco e uma reclamação directamente à administração da santogal.
Nova ida à loja e a informação de que não têm adaptador. Entretanto o computador vai funcionando.
Sábado perdi a manhã a ir a Queluz. É já ali dizem, mas para lá ir e voltar de comboio foram mais de duas horas, além dos 3,70€ nas "portagens". Num país de terceiro mundo e meio como é este aqui, os comboios suburbanos da capital passam de meia em meia hora. Consegui no entanto trazer uma placa PCI com porta parelela.
À tarde veio a desilusão. O computador até estava a funcionar bem mas depois de lhe ter mexido não se aguanta mais de dois ou três minutos ligado. Está constantemene a reiniciar.
E o que eu fiz foi muito simples e tenho quase a certeza que eztá bem feito: coloquei a placa numa ranhura PCI e liguei um segundo disco que tinha retidado antes de enviar o computador para reparação e que é onde tenho as minhas fotos.
O disco nem sequer é reconhecido na BIOS, e quanto ao scanner não o consigo experimentar porque o computador está sempre a desligar.
Há ainda a gravidade de não ter feito a segurança de todos os dados que tinha guardados no disco C:
Felizmente que existe o Linux.
Com um disco da distro Lubuntu, em modo live CD, o computador está a funcionar aparentemente às mil maravilhas. Deduzo portanto que o problema não está no hardware mas no sistema operativo que está no disco C:
Com a vantagem de que com o Linux consigo aceder ao Windows e estou a fazer a salvaguarda dos dados que lá tinha.
O mundo (pelo menos o meu) acabava se perdesse os meus escritos na varanda.
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