Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
No limite
Sente-se o peso do céu. Não é por acaso que tem a cor do chumbo.
Esmagada entre o peso do ar e a fúria do mar, a essência do ser reduz-se à sua insignificância,
De nada valem as palavras porque a fúria dos elementos não permite que sejam ouvidas.
O tempo, a quarta dimensão da natureza, um dia vai revelar os seus segredos.
Vai tarde. O universo está em expansão e tudo se afasta, cada vez mais. Vai chegar um dia em que a distância será intransponível.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O céu azul à minha espera
Primeiro disse que queria ir, mas passados
uns minutos mudou de opinião e disse que afinal já não lhe apetecia, que
estavam muitas nuvens, que iria chover pela certa, que estava frio, que tinha
que fazer, que queria ficar em casa.
A cada insistência uma nova desculpa, até não
lhe ocorrer mais nada. Então, valendo-se da feminina superioridade de quem sabe
sempre o quê e quando fazer, disse que não valia a pena insistir porque não
queria ir e ponto final.
As nuvens são passageiras, o mau humor nem
por isso. Que fazer senão aproveitar o céu azul à minha espera lá fora?
sábado, 26 de abril de 2014
Mudanças
Que todo o mundo é composto de mudança já se sabia desde Luís de Camões.
Que as mudanças acontecem repentinamente, como um céu limpo que de súbito se torna tempestuoso, também o sabe quem tiver capacidade para observar o mundo que o rodeia.
Agora, acreditar que cada pessoa tem a capacidade para mudar a sua própria vida, apenas o sabem aqueles que ousam mudar.
E são tão poucos.
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