Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Alternativa

O escrito de hoje não tem fotografia a acompanhá-lo. É uma alternativa a (quase) todos os outros, que têm sempre uma foto ilustrativa.

Também não fala de touros nem dos bois que os andam a tourear, torturar, matar.

É antes de mais uma homenagem a Manuel João Vieira, o candidato a candidato político que disse mais ou menos isto: “se for eleito demito-me!”.

Ninguém o diz, mas quase todos o fazem. Desde treinadores e presidentes de clubes desportivos, passando pelas mais diversas organizações, governamentais ou não, até a políticos. Sobretudo políticos.

Como em tudo na vida, a demissão é, dependendo do lado de onde se estiver a ver, um acto de heroísmo ou de cobardia.
E tal como a matemática e a estatística, pode ser justificada da maneira que se quiser. E por absurdo que possa parecer, tem-se sempre razão.

A verdade é que cada vez há menos alternativas. Agora foram os do partido dos animais. É a natureza (das coisas).


quinta-feira, 27 de março de 2014

Precisa-se

                                         Porto, 16 Janeiro 2011

Fui descobrir esta foto no baú das recordações, já nem me lembrava dela. Está cada vez mais actual.
O que esta loja precisa, tal como o país, tal como o mundo inteiro, é de pessoas que levem a mercadoria, mas em troca deixem lá o seu dinheiro. Ou seja, clientes.
O que é um bocado difícil, porque as pessoas não têm dinheiro. O mundo é governado por gente que leva o dinheiro das pessoas, mas em troca não deixam nada. Ou seja, ladrões.