Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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sábado, 18 de julho de 2015

Os caminhos da simplicidade (7)


Não é fácil partir.
Mas às vezes é o mais simples.

domingo, 28 de junho de 2015

Os caminhos da simplicidade (6)


Picos!
E se, a exemplo de muitas espécies animais e vegetais, as pessoas também tivessem picos?
Como auto-defesa.
Era tão simples não sermos magoados.

sábado, 6 de junho de 2015

Os caminhos da simplicidade (5)


Comer é uma necessidade fisiológica, é como ir à casa de banho.
Ninguém passa horas na casa de banho, mas há quem passe horas e horas sentado a uma mesa a comer alarvemente.
O desperdício não é apenas pelo que de desnecessário se come, é principalmente pelo que se estraga.
Devia ser criminalizado o desperdício de comida.
É tão simples fazê-la chegar para todos.

domingo, 17 de maio de 2015

Os caminhos da simplicidade (3)


Tantas marcas pela areia. Não são pegadas a maioria delas porque não são feitas por pés, são feitas por sapatos.
E era tão simples fazê-las com os pés descalços.

sábado, 9 de maio de 2015

Os caminhos da simplicidade (2)


Temos raízes.
Raízes que não estão enterradas na terra mas que nos transportam no espaço e no tempo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Simplicidade


A complexidade que eu encontrei, só porque estava em busca da simplicidade.
Não encontrei o que queria e o que encontrei é complexo de mais para mim.
De uma forma simplista, talvez devesse ter estado quieto.
Mas...

Isto a propósito de quê? Já nem sei.
Lembro-me vagamente de andar pela internet à procura de alguma coisa simples. Se não me recordo é porque verdadeiramente não me está a fazer falta neste momento, portanto o mais simples é não me preocupar muito com isso.

Hoje estive na varanda a fazer de carpinteiro. Foi aí que me apercebi que tenho varanda, apesar de não ser minha, o que em todo o caso contraria o descritivo do título deste blog. E, mais grave ainda, reparei que já tenho varanda há um ano e meio e durante este tempo todo nunca me sentei nela, nunca escrevi nela, nunca bebi uma cerveja gelada nela, nunca vi o por do Sol nela, a única coisa que fiz nela foi um simples (valha-me isso) móvel de casa de banho. Tão simples que espero não me caia em cima se eu alguma vez irritado bater a porta com força.

Confesso que me irrita e me desagrada a proximidade da rua, passa um e diz bom dia, passa outro e diz boa tarde, vem mais outro e dá dois dedos de conversa que se extende por mais de meia hora, há um que quer entrar, há outro que me quer levar para sair....

Era tão simples se eu me abstraisse dessas complexidades do mundo e simplesmente usufruisse da (minha) varanda. Bem, agora é difícil porque o tempo está de inverno, mas espero ainda ir a tempo de remediar esta minha falha.