Hoje foi a nossa estreia. O Grupo de Teatro do Grupo Desportivo Santander Totta fez a sua primeira apresentação.
Que posso dizer? Não tenho palavras. Nem imagens.
Levei duas máquinas fotográficas, uma não tinha bateria suficiente para a filmagem da peça, a outra não tinha cartão de memória para tirar fotografias.
De resto, não foi mau de todo, estávamos nervosos, uns mais do que outros, mas a coisa acabou por correr bem. Dentro das circunstâncias, foi muito bom: a companhia tem seis meses de existência, a peça foi ensaiada em dois meses, o palco foi montado na véspera...
Na quinta do Andrade corre sempre tudo lindamente!
Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
sábado, 16 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Place To Be
Place to be
There’s
a place to be
But
I don’t know where
I’ve
been trying to see
I’ve
looked everywhere.
There’s
a place to be
And
I must be strong
People
are against me
But
I can’t be wrong.
There’s
a place to be
Everybody
has one
A
place for you and me
Where
we can be alone.
There
must be a place
I
haven’t found it yet
Where
I can see your face
A
place I won’t regret.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A mão
Mem Martins, 29 Outubro 2013
Não tinha onde se agarrar. Os dedos tacteando
o vazio, abriam-se e fechavam-se no escuro do silêncio, como a boca de um peixe.
Aos poucos a cor foi dando lugar ao
cinzento, a ausência de tudo o que alguma vez foi.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
A aspirina
Bolas, hoje fartei-me de levar na cabeça, como me dói.
Ainda por cima “deram-me” mais quinze anos de permanência.
Poderei pensar por um lado “Só mais quinze anos?” ou então poderei considerar “Ainda mais quinze anos a aturar isto?” (“isto” é a vida que tenho actualmente).
Quem sou eu para dizer se é muito ou pouco. Acho que o importante é o que eu conseguirei fazer.
O que não me parece que seja muito.
Falta-me, como poderei dizer isto duma forma simpática, motivação.
O que na verdade valerá muito pouco.
Seja como for e quando for, In my time of dying espero que não toquem Led Zeppelin
Gosto mais de Run with the wolf, dos Rainbow.
http://www.youtube.com/v/STQuHx2YUxs?
domingo, 10 de novembro de 2013
A ponte
Tarouca, Ucanha, Ponte Fortificade de Ucanha, 17 Julho 2010
O silêncio manso do vale apenas interrompido pelo canto dos pássaros e pela água a murmurar baixinho junto às rochas que ladeiam as margens do rio, foi agitado pela intempestiva chegada de um grupo de cavaleiros.
Tarouca, Ucanha, Ponte Fortificade de Ucanha, 17 Julho 2010
O silêncio manso do vale apenas interrompido pelo canto dos pássaros e pela água a murmurar baixinho junto às rochas que ladeiam as margens do rio, foi agitado pela intempestiva chegada de um grupo de cavaleiros.
O som abafado do cavalgar na terra seca e
poeirenta deu lugar, quando se aproximaram da ponte, ao estridente som metálico
dos cascos contra as pedras da calçada.
Diminuíram a sua marcha, e avançaram
reagrupados e em passo lento até ao pesado portão fechado, em frente do qual
pararam.
Do alto da torre uma voz perguntou: Quem
vem lá?
Um dos cavaleiros fez a sua montada dar um
passo em frente e respondeu:
- Gente de bem, Dom Gualdim Espadachim,
Senhor de Riba Monte, regressa a casa depois de ter dado uma lição aos infiéis
de Além Rio, com a ajuda de São Tiago.
- Que os Céus vos tragam em Paz, respondeu
a mesma voz. Porém conheceis as regras de passagem instituídas por Dom Venâncio
Ganâncio, o senhor meu amo e dono destas terras?
- O saque que trazemos será suficiente para
pagarmos o tributo que nos for exigido pela passagem, acrescentou o mesmo
cavaleiro.
O
resto da história já é conhecido. Desde tempos imemoriais e até ao presente, com
o apoio dos santos, os Gualdins saqueiam e os Venâncios extorquem as populações
indefesas. Tudo gente de bem e tudo por causa da infidelidade.
Que,
quer no seu sentido lato quer no restrito, será tema para outro dia.
sábado, 9 de novembro de 2013
A porta
Ucanha, 17 Julho 2010
Quando saíres fecha a porta, poder-se-ia
dizer.
Mas, pode sair quem nunca verdadeiramente
entrou?
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