Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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sábado, 2 de maio de 2020
Quarentena, parte 12
Este video não foi gravado durante a quarentena.
É de Março de 2014, mas aproveitei para o partilhar durante a quarentena, a 27-03-2020, o Dia Mundial do Teatro.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Descompondo
A ´perfida moral saiu descomposta. Os bons costumes de quem apregoa e não faz nem tiveram direito a entrar. Em terra de aparências, quem aparente melhor é rei, já lá diz o ditado. Ou será que não é assim? Se não é, devia ser.
Estive no Alpha Teatro a assistir ao ensaio da peça "Descompor o ramalhete", pel' O Grito e Espaço Zero Teatro. Subordinada ao tema de poseia satírica, esta colectânea de poesia de autores portugueses chama os bois pelos nomes.
O que se segue é o registo fotográfico que foi possível fazer. Das cerca de setenta fotos que tirei aproveitei estas, que são as menos más de todas.
O que me deixa mais danado é que não vejo o suficiente para conseguir perceber se as fotos estão tremidas ou desfocadas. A luz era muito pouca, a velocidade usada era muito baixa, mas mesmo assim acho que devia ter feito melhor.
As minhas desculpas aos actores e a toda a equipa envolvida.
A estreia é hoje. Ainda vão a tempo de comparecerem.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
A presença
O palco mostra a realidade, reflecte o que se passa no mundo, à nossa volta.
Do lado de cá é tudo a fingir, finge-se que estamos a ver, finge-se que ninguém nos vê.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Almoinhas
Imagem retirada da net: cartaz da peça Almoinhas
Ontem foi dia de futebol, fui ver o meu clube passar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Hoje foi dia de teatro, fui ver a peça Almoinhas do Grupo de Teatro Tapafuros, no Parque da Liberdade em Sintra. 7 magníficos monólogos que recomendo a quem ainda não viu.
Comentei no final com o Rui Mário que há coisas do caraças: dos sete autores convidados a escrever os textos há um que eu conheço e do qual não tinha a melhor das impressões; eis senão quando dou por mim no final a pensar com os meus botões: bolas, a parte que gostei mais foi precisamente a deste autor.
Nunca se deve ter ideias pré-concebidas, já lá dizia alguém.
Amanhã é dia de ver estrelas, se a maldita burocracia permitir. Inscrevi-me para uma sessão de observação no Observatório Astronómico de Lisboa. mas é preciso confirmar e re-confirmar a reserva, responder a emails, aceder a páginas, clicar em links, etc, No meio de tanta coisa, alguma coisa falhou. A ver vamos se é possível.
Ontem foi dia de futebol, fui ver o meu clube passar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Hoje foi dia de teatro, fui ver a peça Almoinhas do Grupo de Teatro Tapafuros, no Parque da Liberdade em Sintra. 7 magníficos monólogos que recomendo a quem ainda não viu.
Comentei no final com o Rui Mário que há coisas do caraças: dos sete autores convidados a escrever os textos há um que eu conheço e do qual não tinha a melhor das impressões; eis senão quando dou por mim no final a pensar com os meus botões: bolas, a parte que gostei mais foi precisamente a deste autor.
Nunca se deve ter ideias pré-concebidas, já lá dizia alguém.
Amanhã é dia de ver estrelas, se a maldita burocracia permitir. Inscrevi-me para uma sessão de observação no Observatório Astronómico de Lisboa. mas é preciso confirmar e re-confirmar a reserva, responder a emails, aceder a páginas, clicar em links, etc, No meio de tanta coisa, alguma coisa falhou. A ver vamos se é possível.
sábado, 18 de abril de 2015
Ratos e homens
Ratos. E coelhos, galinhas, cãezinhos, uma
vaca.
E homens.
Ratos e homens.
O que é que há mais? Há mais ratos ou
homens?
O que é que vale mais? Ratos ou alguns
homens?
O que é que valem alguns homens?
Ratos e homens, de John Steinbeck, em cena
no Auditório Municipal Lourdes Norberto em Linda a Velha, pelo Intervalo Grupo
de Teatro.
Eu vi e recomendo. A companhia e os actores
merecem.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
A birra do morto
5 de Março de 2015 é uma data a marcar nas vossas agendas.
Não comam nem durmam nem façam mais nada para estarem presentes às 21 horas.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Ensaios abertos e representações fechadas
Ensaios abertos e representações fechadas
são as minhas especialidades.
São as minhas especialidades porque foi a
única coisa que fiz, nunca fiz mais nada.
Só que um dia…
A vontade morreu. Bem estrebuchou mas, puseram-lhe
por cima a tampa do caixão.
Sem luz e sem ar, adormeceu num instante.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
A lenda desconhecida de Francisco Caga-Tacos - take 2
Gostaram do vídeo?
Pois…
Eu também não gostei do resultado final,
houve uma ou outra coisa em que me enganei, mas deu-me um gozo imenso fazer
papel de Toino.
Trata-se apenas de um esboço de uma
apresentação que era para ser feita no lançamento do 4º livro do João Madeira, mas
como não era bem isto que se pretendia o espectáculo ficou sem efeito.
Quanto a mim, não há nada a fazer, isto já
não tem cura.
Mas quanto a vocês sim tem solução, basta
comprarem o livro e ficam a conhecer em directo a narrativa da lenda.
O contacto da editora é este:
Boas leituras.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Teatro de Natal
Um fato de vaca artesanal, feito com uma camisola interior, umas ceroulas e uma lata de tinta preta em spray.
O chifres feitos com cartolina e elástico das cuecas.
Tudo a postos para subir ao palco, na sede do Mem Martins Sport Clube.
O pretexto era a festa de Natal do ATL.
O resto foi divertimento.
domingo, 10 de agosto de 2014
Sonho de uma noite de verão
(Foto de capa do Teatro Tapafuros no Facebook)
Ontem foi dia de teatro, não houve post por
isso.
Cheguei atrasado. Nada de preocupante,
metade do público chegou mais atrasado do que eu, o início do espectáculo
chegou também mais atrasado do que eu. O que me chateou mesmo foi que nem tive tempo
de tomar um café.
Não fiz reserva; nunca me passou pela
cabeça que enchesse. Para minha surpresa, chego à entrada e dizem-me que está
esgotado, mas por acaso houve duas desistências…
Com sorte comprei um dos dois bilhetes
ainda livres e subi pelas veredas até ao ringue de patinagem.
Segunda surpresa: as cadeiras para o público
estavam no próprio ringue. Os actores quando entraram representaram pelas
escadarias que servem de bancadas no caso de jogo de hóquei, pelos terrenos
circundantes, por cima dos muros, pelas árvores, por trás, pelos lados, pelo
meio do público…
Quando cheguei mais de metade das cadeiras
estavam ainda vazias; à boa maneira portuguesa foram-se preenchendo nas calmas.
Pude depois constatar que estava realmente cheio.
Quanto à peça em si, apenas um pequeno
reparo: por diversas vezes os actores estão a falar com música de fundo; embora
baixa, é o suficiente para eu não conseguir perceber o que dizem, devido ao
facto de ser um espaço aberto e à distância a que estão de nós.
Quanto ao resto, já me habituei à excelente
qualidade das representações do Teatro Tapafuros. Gostei especialmente do rei Oberon.
Os meus parabéns aos actores e a todo o
pessoal envolvido.
Até à próxima.
sábado, 28 de junho de 2014
A derrota (Três a zero)
Há dias assim, nada sai bem. A gente prepara-se com afinco, estudamos as jogadas tácticas possíveis, ou previsíveis, mas na hora do remate o esférico vai para a bancada.
Até mesmo a defesa, habitualmente tão coesa, abre espaços por onde entram os contra ataques do adversário.
Uma autêntica goleada. É que poderia falhar uma ou outra, mas logo as três ao mesmo tempo. São coincidências a mais.
Portanto a solução que resta é procurar uma quarta via.
sábado, 10 de maio de 2014
Um morto em cuecas
Nem todos os mortos se podem gabar de aparecerem em cuecas às visitas.
Nem todos têm essas formalidades.
Alguns, devido à sua classe social, têm outras (formalidades).
Porém,o que o regulamento determina é que todos, sem excepção, devam ser encerrados numa cova do cemitério.
Seja de cuecas, ou de fato preto.
Mais fotos do ensaio de hoje podem ser vistas aqui:
https://picasaweb.google.com/104016268436238696301/201405UmMortoEmCuecas?noredirect=1
sábado, 12 de abril de 2014
O balanço
Ao contrário do que possa parecer não venho falar do balanço do barco, mas sim do meu balanço, isto é, do balanço que eu faço das nossas actuações.
E é claro que faço um balanço positivo. Correu tudo lindamente, apesar dos erros e enganos, talvez até em maior número do que nós poderiamos esperar. Mas mesmo os erros e enganos não comprometeram o normal andamento da representação, conseguimo-nos safar sem gaguejar, e isso é sem dúvida uma enorme satisfação.
Com estas duas representações encerrámos um ciclo, o da nossa apresentação. A prova de fogo aconteceu em Novembro passado e conseguimos ultrapassá-la. Cada um de nós provou a si próprio, que era capaz. Agora tratava-se apenas de dar continuidade a tudo o que fizemos anteriormente. Se por um lado havia a facilidade de já conhecermos a peça, por outro lado tivemos de, em cerca de duas semanas refazer as falas de uma colega ausente, e habituarmo-nos ao novo espaço e aos balanços do barco.
Cada um fala por si evidentemente, mas pela minha parte notei muito mais descontracção do que na estreia.
Agora, as Conversas sobre o amor vão para uma gaveta, até um dia. Seguem-se novos desafios, cada vez mais difíceis e exigentes, mas por aquilo que já vi até agora, serão certamente superados.
Tudo está bem quando acaba bem, diziam eles.
O que acontece é que isto não acabou, ainda agora está no começo.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Conversas sobre o amor - Apresentação II
E à terceira não foi de vez. Depois da nossa estreia em Novembro do ano passado, em que a filmagem saiu toda desfocada, e da primeira apresentação do dia, em que a câmara ficou desviada para a direita, agora a câmara ficou desviada para esquerda.
No entanto continuo a acalentar a esperança de um dia vir a conseguir fazer uma filmagem de jeito.
Quanto à representação em si, devo dizer que apenas os balanços do barco impediram que fossemos ovacionados de pé. Ou isso ou então outra coisa qualquer. O sucesso foi total. Pareceu-me ate, apesar da escuridão e da miopia, vislumbrar pela sala alguns rostos com feições indianas, certamente emissários de Bollywood em busca de novos talentos.
Agora, depois de uns dias de merecido descanso para esbanjarmos o cachet, vamos-nos concentrar n' A birra do morto.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Conversas sobre o amor - Apresentação I
E pronto. À segunda vez conseguiu-se uma filmagem minimamente decente. Não é perfeita, porque a perfeição não existe, procura-se, e isso é que interessa.
A actuação correu bem, muito bem até, diria eu, atendendo ao pouco tempo para ensaiar, e às várias condições de palco e de som diferentes das que estávamos habituados, as quais se notam mais devido como disse ao pouco tempo para ensaio.
Esta é a primeira apresentação do dia (fizemos duas).
E até os enjoadinhos se portaram lindamente.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
terça-feira, 26 de novembro de 2013
GT GDST
...Still not found what I am looking for...
Podia ser (e é) o verso de uma canção dos Moody Blues.
Podia ser (e é) a minha realidade de vida.
Mas no caso concreto é apenas a constatação de que, passados estes dias todos ainda não encontrei ninguém que tenha filmado na totalidade a actuação do nosso Grupo de Teatro. Assim sendo aqui fica o pouco (e mau) que consegui filmar.
Mea culpa, mea máxima culpa
E por falar de Moody Blues, não me canso de ouvir Dr. Livingstone, I presume
http://www.youtube.com/watch?v=wiIH6gvXQGc
...We're all looking for someone...
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Flor de Laranjeira
Agora que regressámos à normalidade, passado o stress e a ansiedade da nossa estreia, aqui fica uma pequena revelação: as "Conversas sobre o amor" tiveram como fonte inspiradora a canção "Flor de Laranjeira" dum grupo que considero dos mais extraordinários do panorama nacional, a Filarmónica Fraude, que posteriormente dariam origem a outro não menos extraordinário, a Banda do Casaco.
sábado, 16 de novembro de 2013
A peça
Hoje foi a nossa estreia. O Grupo de Teatro do Grupo Desportivo Santander Totta fez a sua primeira apresentação.
Que posso dizer? Não tenho palavras. Nem imagens.
Levei duas máquinas fotográficas, uma não tinha bateria suficiente para a filmagem da peça, a outra não tinha cartão de memória para tirar fotografias.
De resto, não foi mau de todo, estávamos nervosos, uns mais do que outros, mas a coisa acabou por correr bem. Dentro das circunstâncias, foi muito bom: a companhia tem seis meses de existência, a peça foi ensaiada em dois meses, o palco foi montado na véspera...
Na quinta do Andrade corre sempre tudo lindamente!
Que posso dizer? Não tenho palavras. Nem imagens.
Levei duas máquinas fotográficas, uma não tinha bateria suficiente para a filmagem da peça, a outra não tinha cartão de memória para tirar fotografias.
De resto, não foi mau de todo, estávamos nervosos, uns mais do que outros, mas a coisa acabou por correr bem. Dentro das circunstâncias, foi muito bom: a companhia tem seis meses de existência, a peça foi ensaiada em dois meses, o palco foi montado na véspera...
Na quinta do Andrade corre sempre tudo lindamente!
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