Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Gato sem Botas


Tinha uma espécie de magnetismo. Atraia lixo. Toda a espécie de lixo lhe vinha parar às mãos. Coisas boas não o procuravam, agora o lixo, até quando dormia, vinha ter consigo.
Já tinha experimentado quase tudo, inclusivamente viver no lixo. Tinha ouvido dizer que polos iguais se repelem. Mas a experiência não resultou, as leis da física não se aplicaram aqui, e atraia cada vez mais lixo.
Por estranho que possa parecer, também a outra lei, a de que os polos opostos se atraem, não funcionou. Nenhuma coisa boa veio ter consigo.
Apesar de muitas coisas lhe virem parar às mãos, nomeadamente lixo, quanto aos pés, nada. Nada caia a seus pés, nem umas simples botas. Andava descalço e por esse motivo ficou conhecido como o Gato sem Botas.
Um dia o Gato sem Botas morreu.
Quem sentiu a sua falta foi o lixo.


terça-feira, 7 de junho de 2016

O Guardião das Sombras


O Guardião das Sombras domina o horizonte. Antecipa a noite que se aproxima. Silhuetas que se movem furtivamente, são elas próprias sombras errantes.
Ao sabor dos ponteiros do relógio vai-se a escuridão instalando, empurrando o Sol para bem longe.
À luz das estrelas surgem depois os mochos e as corujas, Morcegos são bem vindos e até os pirilampos se passeiam pelas avenidas das trevas.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Horta III


Estou a ficar com raiva aos #$%&€£@ dos pássaros. A semana passada fui à cooperativa comprar cinco pés de alface e três de pepino e o que resta é isto que está na imagem. E mesmo estes já andaram fora da terra, tive que os voltar a plantar.
Agora descobri a técnica do garrafão. Se a coisa resultar vou passar a semear garrafas e garrafões.
Entretanto já comprei hoje mais alguns pés mas por precaução vão ficar num vaso uns dias até crescerem mais um bocado, antes de os mudar para a horta.


sábado, 4 de junho de 2016

A caixa


Depois dos relógios e dos painéis de parede, chegou a vez das caixas. É só uma experiência, foi feita à pressa apenas numa manhã. e tem algumas imperfeições. Agora a minha "sócia" vai pintá-la.
Vamos ver como fica.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

Horta II


A horta até agora só deu folhas e flores. Parece que está na altura de começar a dar frutos.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Serralharia 2 - Carpintaria 2


E pronto, terminou com um empate. A culpa, ao contrário do que é habitual, não foi do árbitro mas do terreno.
Depois de mais alguns cálculos e de menos algumas horas de sono, cheguei à conclusão de que se afastasse o rolamento da base do alumínio, este não iria empeçar na moldura de madeira.
O único sitio para onde eu podia mover o rolamento era para a frente, mas como o parafuso estava quase no limite do perfil de alumínio, tive que cortar um outro pedaço, aparafusá-lo à peça de forma a poder fazer o furo uns milímetros mais à frente.

Em teoria é tudo muito bonito, mas fazer isto na bancada da cozinha não é nada fácil, e o resultado final ficou ligeiramente descentrado.
Feito o teste verificou-se que o rolamento já corre na moldura sem qualquer tipo de constrangimento.
Após um pequeno intervalo, vamos à segunda parte, o processo final de produção, que decorreu num terreno ainda mais difícil, o chão da cozinha.

Obtido o resultado final, verificou-se que a coisa funciona. Houve erros de parte a parte, tanto na produção da peça de alumínio como no suporte de madeira para o quadro.

Este é um dos processos para executar este tipo de entalhes na madeira. Há mais formas de o fazer mas com as condições actuais parecem-me mais difíceis de executar.

Nada que não se possa vir a experimentar quando conseguir fazer aquilo que é prioritário e ainda não consegui: uma bancada de trabalho a sério.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Serralharia II


Confirma-se: isto está uma merda.
Mas também, ainda não desisti.
Depois de passar o dia a fazer cálculos e contas de cabeça, construi por fim o modelo da moldura. Quando vou a fazer o teste final, ZÁS: a *&%#$€@ da curva é pequena demais, comparativamente com a peça de alumínio que construi, pelo que as extremidades batem na madeira, impedindo o rolamento de seguir o contorno correctamente.
A peça de alumínio tem a medida da base da fresa, pelo que não pode ser mais pequena. Ocorreu-me uma solução: arranjar um pedaço de alumínio adicional e fixá-lo a este, de forma a poder colocar o rolamento meio centímetro mais à frente.
Agora é que está mesmo quase, mas não sei se vai ser amanhã porque metade do dia vai para a minha ida a Lisboa por causa da aula de guitarra.
De derrota em derrota, até à vitória final.
Entretanto e para eu não me desleixar com o trabalho, já tenho mais uma encomenda. Agora parece que é um cesto de madeira, ou lá o que aquilo é.
Não há coração que aguente.