Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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sábado, 12 de abril de 2014
O balanço
Ao contrário do que possa parecer não venho falar do balanço do barco, mas sim do meu balanço, isto é, do balanço que eu faço das nossas actuações.
E é claro que faço um balanço positivo. Correu tudo lindamente, apesar dos erros e enganos, talvez até em maior número do que nós poderiamos esperar. Mas mesmo os erros e enganos não comprometeram o normal andamento da representação, conseguimo-nos safar sem gaguejar, e isso é sem dúvida uma enorme satisfação.
Com estas duas representações encerrámos um ciclo, o da nossa apresentação. A prova de fogo aconteceu em Novembro passado e conseguimos ultrapassá-la. Cada um de nós provou a si próprio, que era capaz. Agora tratava-se apenas de dar continuidade a tudo o que fizemos anteriormente. Se por um lado havia a facilidade de já conhecermos a peça, por outro lado tivemos de, em cerca de duas semanas refazer as falas de uma colega ausente, e habituarmo-nos ao novo espaço e aos balanços do barco.
Cada um fala por si evidentemente, mas pela minha parte notei muito mais descontracção do que na estreia.
Agora, as Conversas sobre o amor vão para uma gaveta, até um dia. Seguem-se novos desafios, cada vez mais difíceis e exigentes, mas por aquilo que já vi até agora, serão certamente superados.
Tudo está bem quando acaba bem, diziam eles.
O que acontece é que isto não acabou, ainda agora está no começo.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Conversas sobre o amor - Apresentação II
E à terceira não foi de vez. Depois da nossa estreia em Novembro do ano passado, em que a filmagem saiu toda desfocada, e da primeira apresentação do dia, em que a câmara ficou desviada para a direita, agora a câmara ficou desviada para esquerda.
No entanto continuo a acalentar a esperança de um dia vir a conseguir fazer uma filmagem de jeito.
Quanto à representação em si, devo dizer que apenas os balanços do barco impediram que fossemos ovacionados de pé. Ou isso ou então outra coisa qualquer. O sucesso foi total. Pareceu-me ate, apesar da escuridão e da miopia, vislumbrar pela sala alguns rostos com feições indianas, certamente emissários de Bollywood em busca de novos talentos.
Agora, depois de uns dias de merecido descanso para esbanjarmos o cachet, vamos-nos concentrar n' A birra do morto.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Conversas sobre o amor - Apresentação I
E pronto. À segunda vez conseguiu-se uma filmagem minimamente decente. Não é perfeita, porque a perfeição não existe, procura-se, e isso é que interessa.
A actuação correu bem, muito bem até, diria eu, atendendo ao pouco tempo para ensaiar, e às várias condições de palco e de som diferentes das que estávamos habituados, as quais se notam mais devido como disse ao pouco tempo para ensaio.
Esta é a primeira apresentação do dia (fizemos duas).
E até os enjoadinhos se portaram lindamente.
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