Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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domingo, 21 de agosto de 2016

O destino


O destino tem patas de gigante
E corre sete léguas de uma vez
O que quero está já tão distante
Mais que um quilómetro ou dois ou três.

O destino sempre a pregar partidas
Promete coisas que não vai cumprir
Da decepção ficaram as feridas
As ilusões deixaram de existir.

De corrida em corrida assim cansado
Percorro o meu mundo à deriva.
Eu sei que estou um bocado atrasado

Mas tenho a minha mente ainda activa
E depois de um sono mais descansado
Tenho à espera esta vida ‘inda tão viva.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Este chão que piso



O caminho é feito de avanços e recuos. Por vezes pára-se, outras vezes vira-se para algum dos lados em busca de outra direcção. Ao certo não se sabe quantas vezes já passámos pelos mesmos sítios, quantas vezes já vimos os mesmos locais, quantas vezes já cumprimentámos as mesmas caras.
E os pés continuam, passo atrás de passo, como se as solas fossem eternas, como se o destino não pudesse ser encontrado aqui e agora e tivéssemos que caminhar para o encontrar.
Em todo o caso sempre são mais os avanços do que os recuos.