Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
Mostrar mensagens com a etiqueta chão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta chão. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O chão que piso


É este o chão que piso e me permite avançar.
Sopro o vento, varro as nuvens, expulso a água do mar.
Solas rotas e já gastas fazem-me ir devagar.
Tenho tempo, não há pressa, só não quero aqui ficar.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Este chão que piso



O caminho é feito de avanços e recuos. Por vezes pára-se, outras vezes vira-se para algum dos lados em busca de outra direcção. Ao certo não se sabe quantas vezes já passámos pelos mesmos sítios, quantas vezes já vimos os mesmos locais, quantas vezes já cumprimentámos as mesmas caras.
E os pés continuam, passo atrás de passo, como se as solas fossem eternas, como se o destino não pudesse ser encontrado aqui e agora e tivéssemos que caminhar para o encontrar.
Em todo o caso sempre são mais os avanços do que os recuos.