Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
Mostrar mensagens com a etiqueta lágrima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lágrima. Mostrar todas as mensagens
sábado, 1 de outubro de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Verde sombra
Uma sombra de dúvida, verde como o verde que nos rodeava, perpassou pelos seus olhos. Apesar do ruido consegui ouvir os seus olhos a dizerem que não.
A boca mantinha-se fechada, eram apenas os olhos que falavam. A resposta era sempre a mesma: não.
Procurou uma pedra e depois sentou-se. Ali ficou olhando demoradamente em redor, fixando cada pormenor.
A boca por fim falou, mas não disse nada que os olhos já não tivessem dito. Pareceu-me a mim que a boca falou com muito menos convicção do que os olhos, como se fosse uma desculpa, como se houvesse uma segunda intenção.
Procurei outra pedra e sentei-me também. Ali fiquei a "ouver" os seus olhos.
Os salpicos de água tudo molhavam, os cabelos, os rostos, as roupas. Ajudavam a disfarçar as lágrimas.
Por fim levantou-se e eu levantei-me também. Iniciámos o caminho de regresso. Quando saimos da sombra tudo se tornou mais claro.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
O aprendiz de luthier...
... ou o tocador pelintra sem dinheiro para comprar uma guitarra melhor.
Isto chama-se pestana. É onde as cordas assentam, no tampo da caixa.
Por razões alheias à minha vontade, o braço está ligeiramente empenado, o que faz aumentar a distância entre as cordas e o braço.
Quem sabe tocar até dum cabo de vassoura faz uma guitarra, quem não sabe, como eu, sente uma atrapalhação enorme com qualquer dificuldade, por pequena que seja.
Até meio do braço, quinto ou sexto trasto, a coisa funciona bem, mas daí para a frente é um desastre, os dedos parece que tropeçam nas cordas.
Decidi portanto rebaixar a pestana para baixar um pouco as cordas. Para não correr o risco de estragar nada comprei uma. Assim não estragava a original e podia sempre voltar a pô-la caso a alteração não corresse bem.
Até meio do braço, quinto ou sexto trasto, a coisa funciona bem, mas daí para a frente é um desastre, os dedos parece que tropeçam nas cordas.
Decidi portanto rebaixar a pestana para baixar um pouco as cordas. Para não correr o risco de estragar nada comprei uma. Assim não estragava a original e podia sempre voltar a pô-la caso a alteração não corresse bem.
Rebaixar a pestana significa esfregar a parte de baixo numa folha de lixa. E eu esfreguei, esfreguei, esfreguei. Infelizmente não saiu de lá nenhum génio a quem eu pedisse uma guitarra nova, mas ao fim de muitas esfregadelas a peça ficou significativamente mais baixa, cerca de 2 mm.
No final a diferença no trasto doze não é muita, cerca de 1 mm, mas curiosamente sinto uma diferença enorme para melhor.
Para já estou satisfeito com o resultado mas ainda falta um teste, o mais difícil, quando eu levar a guitarra na próxima aula a e mostrar ao André.
É claro que isto não é solução, é desenascanço até conseguir comprar uma guitarra nova, o que espero conseguir o mais brevemente possível.
E pronto. Juntar a pestana à lágrima vai fazer chorar até as pedras da calçada.
Etiquetas:
Francisco Tarrega,
guitarra,
lágrima,
música,
pestana
Subscrever:
Mensagens (Atom)
