Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

O nevoeiro


Pairando acima do nevoeiro. Não é um drone, é um 11º andar.
Foto analógica de 2002, digitalizada.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Senhora do nevoeiro


Água e areia e rochas e algas. Era esta a paisagem que se oferecia à vista, semi escondida pela luz difusa que só a custo penetrava no espesso nevoeiro.
O som das ondas a rebentarem na praia chegava abafado pela humidade do ar, como um eco longinquo que se fazia ouvir continuamente.
Perdida no meio da imagem, uma senhora. Perdida? Não! Sabia bem onde estava e porque ali estava. Desengane-se quem pensa que as praias são só para visitantes se deitarem no pico do Sol e dos raios ultra-violetas. Todas as outras horas e condições climatéricas são boas para se estar na praia.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Descendo a serra


Era quase noite. O vento soprava com intensidade. O frio acentuava-se a cada minuto que passava. O caminho era sinuoso e estreito, o que dificultava o avanço.
Por enquanto não chovia, mas era uma questão de tempo, pois descendo a serra, grossas nuvens aproximavam-se com rapidez empurradas pelo vento norte.
Era uma corrida contra o tempo. Quem chegava primeiro a casa, eu ou o nevoeiro?


domingo, 10 de janeiro de 2016

Um palmo de vida


Não se vê um palmo à frente do nariz, por isso é impossível saber o que se esconde no nevoeiro.
A vida, no entanto, cabe toda, inteira, no mísero espaço de um palmo que temos em nosso redor.
A vida não se mede aos palmos, nem a dignidade se compra ou troca por visões mais alargadas.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Sebastião o indesejado


As pernas cansadas levaram-no a sentar-se numa pedra. Não era o sítio mais apropriado porque estava molhada devido à humidade no ar, mas não havia outro local e o cansaço era muito.
À falta de cajado, apoiou-se no tripé da máquina fotográfica. Inclinou-se para a frente e apoiou a testa nas costas das mãos. Fechou os olhos por uns instantes e viu o nevoeiro por dentro. Abriu-os e viu o nevoeiro por fora. Estava cercado. Apenas distinguia os vultos das árvores no meio do silêncio cinzento que o rodeava.
Ocorreu-lhe uma ideia: e se desaparecesse no nevoeiro? De certeza que ninguém daria pela sua falta.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nevoeiro


Quando o nevoeiro se dissipar estarás longe.
Terei de me habituar a viver com o Sol.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nevoeiro


O nevoeiro é um véu que a Moura Encantada, a Senhora da Floresta baixou sobre o seu rosto para que o viajante desconhecido não confundisse o brilho dos seus olhos com o Sol.