Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Um dia à janela do andaime


Da janela do andaime não se vêem só pesadelos, também se vêem sonhos de liberdade e de partidas para locais distantes.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Prisão a céu aberto


"...Todos sabemos do pássaro
Cá dentro a qu'rer voar..."

José Mário Branco / Sérgio Godinho, em "Eh Companheiro"

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A mesa do pequeno almoço


A minha mesa do pequeno almoço não tem toalhas de renda nem canecas de porcelana. A bem dizer nem mesa tem.
Felizmente que para mim a puta da vida não se resume à estúpida obediência a regras de conduta como pensa o mundo de merda de me rodeia.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Prisão domiciliária


Fios e cabos electrificados. Redes e vedações. Passagens proibidas.
Circulação da composição. Rápido, sem paragem.
Porteiros, portagens, seguranças. Vigilantes e video vigilância.
Redes, grades e alarmes. Policia republicana.
Trincos, chaves, fechaduras. Sorria, está a ser coscuvilhado.
Janelas, portas e portões. Vidro fosco, martelado.
Alguém falou em liberdade?

sábado, 1 de agosto de 2015

A jornada


Mesmo por caminhos tortos havemos de chegar direitos.
Porque é nossa a razão, porque cada vez mais, mais e mais de nós abrem os olhos e se juntam na defesa dos valores da paz, da justiça da liberdade e da igualdade.
A questão que se põe é: quantos milénios mais demorará?

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A derrota


A liberdade hoje perdeu.
Vamos beber um copo para ganhar forças para o que aí vem.
A luta vai (tem) de ser dura.

domingo, 12 de julho de 2015

O ninho


É uma espécie de casa. Não tem porta mas pode-se entrar e sair à vontade. Não tem janelas mas vê-se tudo o que se passa em redor. Não tem aquecimento central, ainda assim o calor gerado mantém-se e é suficiente para a manutenção da vida. Não tem telhado, mas para que é preciso um telhado se a função principal é servir de pista de descolagem para o vôo da liberdade?


sábado, 4 de abril de 2015

De saida


- Suas, suas gaivotas. Não fazem mais nada do que estar aí pousadas, em fila?
É só o que sabem fazer? Sentarem-se e grasnarem umas para as outras?
Eu vou embora! Tenho mais que fazer! Já estou até quase a passar para o outro lado da imagem, para a imponderável leveza da invisibilidade.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A zona de conforto


O problema principal nem é tanto o frio. É claro que é importante e é um factor a ter em conta, mas a sensação que se tem desse mesmo frio varia muitas vezes em função de vários factores.
O vento por exemplo faz muitas vezes parecer estar mais frio do que na realidade está. E a humidade, sobretudo junto ao mar, também.

Um barrete na cabeça e uma manta pelas costas são por isso essenciais para se desfrutar em pleno da zona de conforto. É que não existe maior conforto do que estar onde se quer estar e de fazer o que se quer fazer.
Há quem lhe chame liberdade.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A liberdade e a expressão


Sempre foi assim. Há os uns e os outros. Há os que têm direitos e os que têm deveres. Já no tempo do Neolítico havia os chefes das tribos e havia o pessoal das tribos.
Hoje em dia as diferenças não só se ampliaram infinitamente mais como se estenderam a todos os sectores. Qualquer posiçãozinha de merda é logo alvo de abuso de poder, sendo usada para autopromoção de quem a detém.
E depois há os que se acham no grupo dos “uns” e que julgam ter o direito de dizer “não faço”, e acham que os restantes pertencem ao grupo dos “outros” e têm o dever de andar contentes e felizes.
Vamos a ver até quando.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O dia em que as flores murcharam


O jardim da esperança tem um canteiro chamado utopia.
Nele as plantas alimentam-se de sonhos.
Em noites de tempestade a chuva ácida da realidade cai, matando os sonhos.
Sem sonhos para se alimentarem as plantas da utopia morrem, e com elas murcham todas as suas flores.
É preciso semeá-las de novo.

(Quanto mais me bates mais eu gosto de ti, poderia também ser o título deste texto. Ou outra coisa qualquer. Afinal vale tudo. Quando alguém diz “temos o direito de ser humilhados” num debate sobre as praxes académicas, não há mais nada a dizer. Para responder a isto teríamos de descer a esse nível mental.
Para terminar e para quem não percebeu este texto é sobre o referendo na Escócia, que ainda não foi desta que se tornou independente.)


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O dia da esperança


Hoje é o dia da esperança. Esperança em que alguma coisa mude e que seja o inicio de toda uma mudança à escala global.
Hoje vota-se um referendo pela independência na Escócia e apesar de todas as mentiras, pressões, chantagens e falsas promessas com que o poder central tenta intimidar as pessoas, espero que os escoceses não tenham medo de assumir a sua verdadeira identidade.
Espero que ganhe o "Sim à independência" e que sirva de exemplo a todos os povos que lutam pelas suas liberdades.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A parede, o beiral e as flores


Uma parede branca, um beiral de telhado e um arbusto com flores vermelhas. Esta trilogia poderia definir uma casa portuguesa com certeza, embora possam haver outros tributos das casas portuguesas.
Mas não. A casa existe em Portugal, foi construída por portugueses, é habitada por portugueses, mas é uma casa do mundo. Onde cabem todos os ideais de liberdade e igualdade do mundo inteiro.
Os nacionalismos como se sabe são visões limitadas, tacanhas e retrógradas da realidade.


sábado, 14 de junho de 2014

Ondas de luz


Onde as ondas de água se juntam com as ondas de luz, criam-se salpicos de espuma iluminados por reflexos do Sol, ausente da vista, mas sempre presente no sentimento de liberdade.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Fé na liberdade


Parece que há um prémio chamado de “Fé e liberdade”. Claro que podem criar os prémios que quiserem, chamar-lhes o que quiserem, entregá-los a quem quiserem.
Faz parte da liberdade.
Mas, eu tenho fé que um dia virá, talvez daqui a muitas gerações é certo, que a evolução é lenta, mas virá, em que esta gente que brinca às pessoas sérias e honestas, esta gente que limita a liberdade de milhões de pessoas, esta gente que vive à custa de milhões de pessoas, serão de uma vez por todas escorraçados da face da terra.
Tenho fé na liberdade. Mas na liberdade verdadeira, não nesta.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

O nacional-futebolismo


O nacional-futebolismo queria que hoje fossemos todos portugueses.
Eu não sou lisboeta nem português, mas sim um cidadão do mundo.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A cerca


A cerca cerca.
Cerca-nos.
A cerca cerceia.
Cerceia-nos o medo
De nos mantermos cercados.
Porque é preciso
Mais do que uma cerca
Para cercar
Os que não têm medo
De a transpor.