Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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domingo, 23 de outubro de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
A luz
Que o progresso do século XXI leve a luz a cada vez mais e mais pessoas.
Aos que vivem na escuridão pela pobreza e aos que vivem no obscurantismo pela crendice.
terça-feira, 22 de março de 2016
Aldeia da luz
Na aldeia da luz as sombras não chegam. Rodeada de nuvens e de penumbra, é uma luz que guia e orienta os viajantes perdidos nas cercanias em redor.
Nos contrafortes da serra virados a sul, dispõe de uma situação privilegiada para receber os últimos raios do Sol poente, brilhando por isso na brancura resplandecente da sua simplicidade.
Passados os momentos de descanso, é igualmente um dos primeiros lugares onde os raios do Sol nascente vêm pousar.
Luz não lhe falta, e da boa, da natural. Mas está condenada porque a sociedade moderna prefere os neons.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Da causa das coisas
Da luz que ilumina o conhecimento das coisas partem sombras em todas as direcções, menos naquela que verdadeiramente interessa.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Vagas de silêncio
Viramos as costas fechamos os olhos e
tapamos os ouvidos.
A luz que ofusca transforma-se em
escuridão. O ruído das ondas, abafado pelos pensamentos, transforma-se em
silêncio.
Tudo pronto, a viagem interior pode
começar.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Um resto de luz
Um resto de luz no dia que quase finda. Um rasto de luz que teimosamente tenta fixar-se no horizonte como que tentando ali permanecer para todo o sempre.
Em vão. "Todo" é uma metáfora para algo maior que o estritamente necessário, e "sempre" um eufemismo para um período de tempo maior do que a imaginação consegue alcançar.
Poderia pelo menos ter ali ficado até ao dia seguinte, mas nem isso. Depois das trevas da noite o dia seguinte nasceu cinzento e chuvoso por dentro e por fora.
Quando assim é há que esperar que a Primavera traga de novo o Sol para brilhar por dentro e por fora.
domingo, 16 de agosto de 2015
Luzes
Nem tudo o que luz é ouro.
Nem tudo o que parece uma pessoa é um ser com cérebro e coluna vertebral.
Às vezes é um ser rastejante da pior espécie.
sábado, 15 de agosto de 2015
Trevas
Escuridão é escuridão e o resto é conversa.
Há gente que por mais luz que tenha há-de viver sempre no escuro.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
O farol
Há uma luz lá ao fundo. O que não há é túnel. Mas isso também não interessa nada.
Segue-se a luz lá ao fundo, mesmo que não seja ao fundo do túnel e pronto.
É a luz que interessa, não o túnel.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
O crepúsculo
A luz do crepúsculo ilumina apenas
vagamente o caminho.
É preciso parar, fazer uma pausa antes de
avançar. Pelo seguro.
Demore o tempo que demorar, outra luz virá.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Efémero esforço
Já as sombras da noite cobrem grande parte do horizonte com o seu negro manto. Em breve entraremos no reino do escuro repouso.
Um raio de luz porém, teimoso e persistente, logrou romper a capa de nuvens que o Sol arrasta atrás de si na sua despedida diária, e iluminou por breves instantes a passagem para a outra margem.
Efémero esforço. Em breve extinguir-se-á e o calor da luz dará lugar ao frio das trevas.
sábado, 14 de junho de 2014
Ondas de luz
Onde as ondas de água se juntam com as
ondas de luz, criam-se salpicos de espuma iluminados por reflexos do Sol,
ausente da vista, mas sempre presente no sentimento de liberdade.
domingo, 20 de abril de 2014
A luz
Não havia muito para ver, ainda assim a luz abstracta iluminava as texturas concretas que desenhavam a penumbra. Risco por risco, linha por linha, sombra por sombra, até onde os raios de luz alcançavam.
Este padrão repetitivo de curvas ondulantes, ondulando ao sabor das ondas, constituía o pano de fundo perfeito para um vomitado a três dimensões.
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