Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A presença


O palco mostra a realidade, reflecte o que se passa no mundo, à nossa volta.
Do lado de cá é tudo a fingir, finge-se que estamos a ver, finge-se que ninguém nos vê.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Do esquecimento


Lembro de ti o que não quero esquecer. Por vezes paro e pergunto-me porquê, porque é que eu não quero esquecer se não há nada para lembrar.
O vazio, o grande nada, foi o meio onde nos movimentámos. Tu seguindo o teu caminho, eu seguindo a minha ilusão. Por breves instantes cruzá-mo-nos. Tu continuaste o teu caminho, eu fiz de ti a minha ilusão.
Não há nada para recordar, mas ainda assim não te quero esquecer. São as ilusões que me mantêm vivo. O que mata mesmo é a realidade.


sábado, 12 de dezembro de 2015

A ribeira da imaginação


Às vezes sento-me num banquinho de pedra que existe no muro que ladeia a ribeira. Não é muito confortável, nem a vista é muito agradável, mas com algum esforço e um pouco de imaginação conseguem-se arranjar pontos de vista interessantes. É preciso não esquecer que se trata apenas de uma ribeira urbana poluída.
Não há muito para fazer naquele banquinho. Apenas imaginar. Imaginar que a realidade não é aquilo que temos à nossa frente mas as ideias que saem da nossa cabeça.
Depois de desviar o olhar da ribeira, acaba-se a imaginação e a vida continua.