Escritos na varanda
Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Sol bi-estrelado
Não bastava o Sol de ontem apontar inúmeros caminhos, hoje temos um Sol a dobrar, a apontar ainda mais caminhos.
Ou então é o Planeta Nibiru, que se esconde atrás do Sol
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Sol estrelado
Parece o Sol da meia noite mas não é. É das cinco da tarde, fotografado com uma abertura de f/22.
Se eu fosse daqueles que seguem caminhos apontados por estrelas, tinha aqui um grande problema. É que isto aponta para todos os lados, e eu não saberia para onde ir.
Já não fazem estrelas-que-apontam-caminhos como antigamente.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Estrela decadente
A noite estava estrelada. Esticou as pernas
para a frente, deixou cair o corpo para trás até ficar apoiado nas costas do
banco, colocou as mãos atrás da nuca com os dedos entrelaçados e deixou-se ali
ficar a olhar o céu.
Tantas estrelas. Pelas suas contas deviam
ser mil e uma. Todas aquelas que tinha ali à sua frente e eram tantas, deviam
ser umas mil, depois havia mais uma, a outra, a decadente, que não lhe saia da
cabeça.
Estrela decadente era o nome mais
apropriado que encontrou para a definir. Sim, não tinha vergonha de o admitir, adorou-a
como se fosse uma estrela, tantos caminhos que percorreu ao ritmo da sua luz,
para ir ter com ela, para estar com ela.
De repente, sim foi de repente, sem
qualquer aviso prévio, a luz deixou de estar lá. Ela estava, mas a luz não.
Era a mais brilhante de todas. Foi-se a
luz, vieram as trevas. Depois de um período em que nem iluminava nem respondia
aos apelos, o corpo e os olhos foram-se aos poucos habituando à nova realidade.
A confiança estava perdida, o melhor era
começar a procurar outra órbita.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Almoinhas
Imagem retirada da net: cartaz da peça Almoinhas
Ontem foi dia de futebol, fui ver o meu clube passar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Hoje foi dia de teatro, fui ver a peça Almoinhas do Grupo de Teatro Tapafuros, no Parque da Liberdade em Sintra. 7 magníficos monólogos que recomendo a quem ainda não viu.
Comentei no final com o Rui Mário que há coisas do caraças: dos sete autores convidados a escrever os textos há um que eu conheço e do qual não tinha a melhor das impressões; eis senão quando dou por mim no final a pensar com os meus botões: bolas, a parte que gostei mais foi precisamente a deste autor.
Nunca se deve ter ideias pré-concebidas, já lá dizia alguém.
Amanhã é dia de ver estrelas, se a maldita burocracia permitir. Inscrevi-me para uma sessão de observação no Observatório Astronómico de Lisboa. mas é preciso confirmar e re-confirmar a reserva, responder a emails, aceder a páginas, clicar em links, etc, No meio de tanta coisa, alguma coisa falhou. A ver vamos se é possível.
Ontem foi dia de futebol, fui ver o meu clube passar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Hoje foi dia de teatro, fui ver a peça Almoinhas do Grupo de Teatro Tapafuros, no Parque da Liberdade em Sintra. 7 magníficos monólogos que recomendo a quem ainda não viu.
Comentei no final com o Rui Mário que há coisas do caraças: dos sete autores convidados a escrever os textos há um que eu conheço e do qual não tinha a melhor das impressões; eis senão quando dou por mim no final a pensar com os meus botões: bolas, a parte que gostei mais foi precisamente a deste autor.
Nunca se deve ter ideias pré-concebidas, já lá dizia alguém.
Amanhã é dia de ver estrelas, se a maldita burocracia permitir. Inscrevi-me para uma sessão de observação no Observatório Astronómico de Lisboa. mas é preciso confirmar e re-confirmar a reserva, responder a emails, aceder a páginas, clicar em links, etc, No meio de tanta coisa, alguma coisa falhou. A ver vamos se é possível.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Constelação de luzes
Tantas luzinhas. É a Constelação da Ponte. As luzes, a ponte, tudo o que nos rodeia e está perto de nós deveria influenciar-nos e fazer-nos pensar.
Infelizmente as pessoas acreditam que umas luzinhas lá no alto do céu, cujo único ponto em comum é serem mais brilhantes que os biliões de outras luzinhas que as cercam e formarem uns desenhos engraçados do ponto de vista da ignorância primitiva, é que nos influenciam, que nos fazem sermos boas ou más pessoas, que nos fazem ter sorte ou azar.
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