Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.
Mostrar mensagens com a etiqueta ponte 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ponte 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Atravessando o Tejo


A questão central nem era atravessar a ponte, era andar num comboio de dois andares. Cada vez que via um, lá vinha a madame chatear-me a cabeça.
Então desta vez, aproveitando que já tinha o dia estragado, lá fui.
A fisioterapia estrada-me os dias, corta-os a meio, não faço nada nem antes nem depois.
No regresso do tratamento, depois de almoçar tardiamente e com a tarde já quase a meio, em vez de apanhar o comboio para Sintra, meti-me no comboio da ponte.
A viagem não foi muito longa, fui só até ao Pragal. Não convinha demorar muito porque queria voltar a tempo de apanhar o comboio de Sintra antes da hora de ponta.



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A bela e o monstro


A bela da ponte e o monstro do cargueiro.
Foram feitos um para o outro.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Retalhos da periferia


"...O triste retrato da morte
Estampa o Jornal O Dia
Ao lado do riso da sorte
De quem ganhou na Loteria..."
Alcione, Retalhos

As casas perderam a cor e a vida definhou. Ou será ao contrário?


A ordem  não interessa, O que interessa mesmo é que as casa perderam a cor e a vida definhou.

A ordem não interessa, porque um dia virá a desordem.
As casas, cinzentas como a tinta dos decretos que as condenaram a desaparecer, permanecem como guardiãs de um tempo que teima em manter-se na memória das gentes.

Lá longe, sob as luzes de neon, correm outras vidas de outros tempos. Tão efémeras e tão dependentes das luzes de neon, e do rádio que lhes diga o que ouvir, o que gostar, o que pensar, de que se rir.
A ponte é uma passagem para outro estado de inconsciência colectiva.

sábado, 14 de novembro de 2015

O rio que passa na cidade


Numa mesma imagem
O rio e a cidade
O fim do dia e o começo da noite
O céu e a terra
A escuridão e a luz
A ponte e a margem
A solidão e a companhia


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Constelação de luzes


Tantas luzinhas. É a Constelação da Ponte. As luzes, a ponte, tudo o que nos rodeia e está perto de nós deveria influenciar-nos e fazer-nos pensar.
Infelizmente as pessoas acreditam que umas luzinhas lá no alto do céu, cujo único ponto em comum é serem mais brilhantes que os biliões de outras luzinhas que as cercam e formarem uns desenhos engraçados do ponto de vista da ignorância primitiva, é que nos influenciam, que nos fazem sermos boas ou más pessoas, que nos fazem ter sorte ou azar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Efémero esforço


Já as sombras da noite cobrem grande parte do horizonte com o seu negro manto. Em breve entraremos no reino do escuro repouso.
Um raio de luz porém, teimoso e persistente, logrou romper a capa de nuvens que o Sol arrasta atrás de si na sua despedida diária, e iluminou por breves instantes a passagem para a outra margem.
Efémero esforço. Em breve extinguir-se-á e o calor da luz dará lugar ao frio das trevas.