Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

domingo, 20 de agosto de 2017

A hora do almoço


Um bocadinho de sombra é melhor do que sombra nenhuma. A estrada é a que vai para a praia, passam muitos carros, que levantam muito pó.
À falta de outros temperos até dá um gostinho especial ao esparguete com salsichas.




sábado, 19 de agosto de 2017

Sem hora marcada


Passear à beira mar é sempre que um pássaro quiser. Não havendo ninguém à espera no ninho, não há horas para nada. Apenas o estômago decide quando e onde se vai à procura de peixe.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sol maior


Sustenidos e calor
São de todo incompatíveis
Não pode haver instrumento
Que resista com ardor
Aos sabores apetecíveis
Do Sol a todo o momento.

A minha próxima compra vai ser uma guitarra de uma loja chinesa. O mais barato possível, porque é mesmo para estragar.
Vai de férias comigo, e dentro de uma tenda ao Sol o dia todo a temperatura não é nada agradável.
Estive agora fora seis dias. O dia seguinte, que foi hoje, foi de doze horas de trabalho na Feira da Ladra. Ao todo foram sete dias seguidos sem tocar. Não pode ser, é muito tempo. Tenho de arranjar alguma alternativa.
Já tarde, à noite, depois do jantar, peguei na guitarra, e os dedos parece que não sabem o caminho que anteriormente conheciam...

sábado, 5 de agosto de 2017

Longe da cidade


Longe da cidade e das gentes, sobretudo das gentes, a maior causa de problemas no mundo,

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Namorar num banco de jardim


Levar a namorada para um banco de jardim à luz da Lua foi talvez um ícone do relacionamento entre as pessoas durante muitas gerações.
Mas os tempos mudaram.
Mesmo que o espaço não seja bem um jardim, mesmo que o assento não seja bem um banco, mesmo que a namorada não passe de uma amiga colorida, o importante é que a Lua continue a brilhar com toda a intensidade.