Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

domingo, 30 de setembro de 2018

Sábado musical


Parece o nome de um programa de televisão.
Felizmente não é. 
Tive de sair da minha zona de conforto e deslocar-me até Algés. E dei por bem empregue a minha tarde.
Ao contrário dos programas de TV, nada de apresentadores manhosos, nem números 707, nem vedetas duvidosas nem playbacks descarados.
Apenas um grupo de músicos competentes numa festa /  apresentação / divulgação, organizada pela Academia de Música de Miraflores.
A banda é composta por:
Josina Filipe - Voz
Bruno Soares - Baixo
André David - Cavaquinho, guitarra, voz
Romeu Ornelas - Guitarra, cavaquinho

O reportório era composto por música portuguesa: Madredeus, António Pinho Vargas, Fausto, etc.
Espero que toquem mais vezes.









domingo, 26 de agosto de 2018

O roedor de tomates


Detesto tomates. É coisa que eu não como nunca. Sopas e saladas não me passam pela goela, e mesmo em arroz ou guisados, os bocados de tomate que encontro vão para a beira do prato.

E no entanto cultivo-os. Em primeiro lugar porque é fácil, em quatro ou cinco pés de tomate às vezes há um que não cresce, mas de uma forma geral pegam sempre.
Depois porque dá-me satisfação vê-los crescer, para compensar muitas outras coisas que planto e não dão nada.
Quando estão prontos apanho-os e dou-os à família.

A semana passada apanhei 1,92 kg de tomates, junto com uma courgete, a última deste ano.
Hoje fui apanhar mais alguns e no meio dos poucos maduros que havia, estavam dois meio comidos.
Nunca me tinha acontecido.
Quem é que me anda a roer os tomates?


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A indomável vontade


Que ironia, Agora que tenho uma varanda e até uma cadeira para me sentar nela, é que não me apetece escrever.
Resta-me esperar que a vontade volte. Ela anda por aí.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A minha casinha


Nem só de crocodilos se alimenta uma guitarra durante as férias.
Levei mais coisas para praticar. Uma delas foi "A minha casinha", que tem estado em estudo nestes últimos meses.
Uma das minhas dúvidas existencialistas agrava-se quando toco esta música. Não sei se são os meus dedos que são pequenos demais ou a guitarra que é grande demais.
A música começa com umas notas em anacruse e depois logo no primeiro compasso não há dedo que chegue. E a cena repete-se quatro vezes durante a música toda. Quase que tenho de levantar o polegar da parte de trás do braço, e depois para recolocar no sitio certo é uma chatice.
Já vi anúncios de métodos para aumentar o pénis. Se houvesse disso para aumentar os dedos é que era bom.
Bem, estou a inventar. Tenho de praticar mais é o que é.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Crocodilo Gena


O Crocodilo Gena foi de férias até à Galiza.
Pela primeira vez levei a guitarra comigo durante as férias. Se estivesse sete dias seguidos sem tocar, aquilo que estava mal, pior ficaria. Praticando um bocadinho a coisa mantém-se no nivel "lixo" das agências de notação.
Esta é a variante B do arranjo de Maxim Chigintsev. A versão completa vai demorar uns meses a aprender. Talvez nas próximas férias.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O festival



Felizmente a minha televisão tem um botão para desligar.
E mais felizmente ainda, tenho um rádio, um leitor de cd’s e um gira-discos. É verdade, um gira-discos, que comprei há duas semanas e ainda não tive oportunidade de escrever um post sobre ele.

Nestas circunstâncias, quem é que precisa do festival da canção?

Admito (embora tenha muuiiitas dúvidas) que possa ser um programa de entretenimento aceitável para quem habitualmente vê televisão, mas fazerem daquilo um “concurso”? E ainda por cima com um “vencedor”?

Não sei se sabem a diferença entre um vencedor e um escolhido. Vou tentar explicar.
Um vencedor faz qualquer coisa para vencer. Marca mais golos, corre mais depressa, salta mais alto, atira objectos mais longe, nada, rema ou veleja mais rápido, come mais peças do adversário (não é canibalismo, é xadrez), etc.

“Gostos não se discutem” diz o ditado popular e com razão. Conhecem algum critério objectivo quer faça com que uma canção seja “melhor” do que outra? Eu não conheço nem acredito que exista. Ou se gosta ou não se gosta. Tal como se gosta ou não de batatas, arroz, favas ou chouriço.

O “vencedor” do festival é aquele (ou aquela, desculpa Bloco por este meu machismo) que tem mais votos, que é escolhido por mais pessoas . Que ainda por cima e ironicamente é diferente de gostos.

Antigamente havia os júris, que supostamente, alegadamente e outras coisas acabadas em “mente” estavam habilitados a escolher. Agora, além desses há também os possuidores de telefone, que por esse simples facto se encontram também habilitados a dar opinião.

E nesta matéria já se sabe qual é a política do nacional-cançonetismo: que se lixem os gostos, é votar nos nossos que é para ganharmos, carago.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

O bandolim


Uma má notícia esta semana. Quando me preparava para arranjar um novo brinquedo, reparo que o caruncho chegou primeiro do que eu.
É certo que há muito tempo que não pegava no bandolim. Mas nas vezes anteriores que o usei nunca tinha reparado que estivesse atacado pelo caruncho. E pela quantidade de buracos que já tem, isto já deve estar assim há imenso tempo.
Não é só o corpo, o braço também está contaminado.


Tenho de fazer agora uma investigação pelos móveis cá de casa, para tentar perceber de onde foi que o caruncho apareceu.
Já lhe fiz o tratamento mas não sei se vai resolver alguma coisa. Parece já estar bastante atacado. Em alguns locais a agulha da seringa trespassa a madeira dum lado ao outro.
Uma perda irreparável para a música.