Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Asas


- Ó sua gaivota! Chamei-lhe eu. Não me ocorreu na altura outro nome mais apropriado.
Mas ela, depois de ter cagado em mim, continuou o voo, impávida e de asas bem abertas, sem sequer se dignar olhar para trás.
Desorientado, com a cabeça cheia de merda, ali fiquei parado na areia da praia a vê-la afastar-se planando até pousar numa embarcação fundeada ao largo.
À escala de uma gaivota, uma embarcação é quase como uma ilha.