Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A abordagem


Durante muito tempo a abordagem era um crime. Praticavam-na os piratas no mar sempre que encontravam um navio indefeso.

Depois, sem que se saiba muito bem como, passou a ser legal. As pessoas são constantemente abordadas numa simples visita a um centro comercial. Os motivos são vários: desde a venda com intuitos meramente comerciais, até às vendas com o objectivo de “ajudar”.

Alguém tem noção de como é ínfima a parte da “ajuda” que chega a quem necessita?
Alguém se apercebe que as bancas que surgem como cogumelos por todo o lado, a vender artigos que não servem para nada, “para ajudar as crianças” ou “para os cãezinhos abandonados” são a parte visível de estruturas que têm obviamente “gestores” e demais despesas administrativas associadas, salários (os abordantes), taxas pela ocupação dos espaços, etc?

Porque não dar directamente a alguém em vez de dar a intermediários?