Escritos na varanda

Imagino-me a escrever na varanda, ao fim da tarde, com o Sol a por-se no horizonte e uma bebida gelada ao lado. Como eu nem sequer tenho varanda, tudo isto é ilusão.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A flor


E o vento soprava,
Batia, gemia
E a chuva queimava,
Caia, pedia
Que a terra se abrisse
Crescesse e florisse.

E a terra ao abrir-se
Crescia, floria
E o chão ao sentir-se
Florir, sorria
Para a flor que então nascia
E que ao vento crescia.

E assim que a flor cresceu,
Abriu, brotou,
Ergueu a face ao céu
E orou, orou
Ao Sol, e agradeceu
O acto de que nasceu.


Em A Nascente do rio das palavras

A foto é recente, tem menos de uma semana, e para a acompanhar, na falta de melhor inspiração, fui buscar um poema já antigo.